José Mauro, Lanceiro Negro 2016

“Sou descendente dos Lanceiros Negros”. Era assim que José Mauro – que morreu de uma parada cardíaca em novembro passado – se apresentava. Ele sabia tudo sobre os lanceiros, sabia tudo sobre a escravidão e os quilombos. Era muito inteligente e tinha orgulho do seu passado.

mauro

Mas além de protestar contra o racismo e a injustiça da história ele também gostava de um pagode, de uma festa. Tanto que, embora tivesse uma casa na Vila Nova Chocolatão,  preferia ficar mais na rua. Seu lugar predileto era o canteiro em frente ao bar da Neuza, na Praça Garibaldi. Ali tem uma pedra grande onde ele costumava sentar e cantar. O pessoal até brincava que um dia ia escrever o nome dele na pedra. E vamos fazer isso. Vai ser o monumento para o Zé Mauro, o primeiro da cidade que homenageia um morador de rua.

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