Histórias que se cruzam

Mais um dia de luto para o Boca. A Nega Rita, integrante do grupo há muitos anos, se foi. Vem aqui em sua homenagem o poema de que ela gostava tanto e sempre recitava na sinaleira.

Acordei cedo
E já olhando para o céu
Pedi a Deus que protegesse
Todos os amigos meus
Quem não tem fé
Não chega a lugar algum
A minha história é única
Em meio ao zum, zum, zum
De onde eu vim
Os ratos faziam festa
À beira do esgoto sujo
Uma sanga podre aberta
Mas com fé minha mãe me tirou dali
Daí em diante o mundo passou a se abrir
Sempre estudei, tive esta oportunidade
Mas hoje trabalho com o povo
Das periferias e comunidades
É o pessoal da rua
Fazendo sua história
E o jornal Boca de Rua
Registrando essa memória
Mangando no asfalto
Na sinaleira
Viver na rua não é brincadeira
Respeito, justiça e paz
Nós vamos buscar
Jornal Boca de Rua
Veio pra revolucionar!!!

(Poesia escrita por Déko Ramires, do Camp PopRua, que participou de uma reunião do jornal e ofereceu como presente ao grupo)

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