Palavra de político: as entrevistas completas!

Nessa época de propaganda eleitoral, ouvimos muitas promessas de campanha, dados e informações que nem sempre batem com a realidade. Vemos ainda, em debates na rádio e na TV, candidatos se atacando, distribuindo acusações mútuas e um desmentindo o outro. Diante disso, tivemos a ideia de entrevistar todos os candidatos à prefeitura de Porto Alegre para ouvir suas propostas sobre os problemas que enfrentamos.
Mas não imaginávamos quantas dificuldades encontraríamos pela frente. Desde não conseguir marcar horário até diversas mudanças nas agendas dos candidatos, informadas em cima da hora, até casos bem peculiares. O candidato Julio Flores (PSTU) agendou entrevista conosco, mas no dia e hora marcados chegamos ao local e não havia ninguém. Esperamos cerca de 20 minutos na chuva, tentamos telefonar para ele, enviamos SMS, mas não obtivemos retorno até o fechamento desta matéria. Nos deparamos também com muita dificuldade para marcar com Luciana Genro. Inclusive nos oferecemos para ir até uma agenda pública dela e conseguir poucos minutos de entrevista. Nada feito. Ela acabou respondendo por e-mail. Tivemos que desmarcar com um dia de antecedência a entrevista com o Raul Pont, devido a problemas enfrentados pelos repórteres, que têm uma vida bastante difícil, com muitos contratempos. Infelizmente essa desmarcação acarretou um mal-estar no contato com sua assessoria, o que causou algum estresse e, por isso, sua entrevista também foi respondida por e-mail. A assessoria de Nelson Machezan Jr. foi solícita, no entanto, por dificuldade de agenda,
ele também respondeu as questões por e-mail. Já Maurício Dziedricki, João Rodrigues, Marcello Chiodo e Fábio Ostermann foram acessíveis e, inclusive, os três últimos dispensaram intermediários. O vice-prefeito Sebastião Melo convidou seu assessor Leo Voigt para acompanhar a entrevista, afirmando que este seria o coordenador da parte social de seu projeto. Voigt foi extremamente agressivo em suas afirmações ao ponto de Melo intervir (levantar-se e colocar-se entre nós, do Boca, e seu assessor) para encerrar a entrevista.
Com vocês no blog, as oito entrevistas na íntegra!

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Boca de Rua entrevista os candidatos: Raul Pont (PT)

Entrevista respondida por e-mail.

raulBoca de Rua: Quais são as tuas propostas para a população de rua? E no que se refere aos equipamentos de acolhimento, como abrigos, albergues e centros pop?
Hoje o Centro Pop 1, não abre todos os dias e, segundo relato dos moradores de rua, não atua com toda a sua capacidade de atendimento. Além disso, a gestão atrasa repetidamente o repasse do aluguel social, forçando os beneficiados a voltarem a morar na rua. Continuar lendo

Boca de Rua entrevista os candidatos: Nelson Marchezan (PSDB)

Entrevista respondida por e-mail

nelsonBoca de Rua: Quais são as tuas propostas para a população de rua? E no que se refere aos equipamentos de acolhimento, como abrigos, albergues e centros pop?
– Geração de emprego e renda para inclusão de pessoas em situação de rua.
– Qualificação das equipes de abordagem, com uma temática interdisciplinar. Centro de referência interdisciplinar para o adulto em situação de rua.
– Fortalecimento da intersetorialidade entre os serviços públicos, especialmente equipes de saúde, habitação, emprego, educação e direitos humanos. Continuar lendo

Boca de Rua entrevista os candidatos: Luciana Genro (PSOL)

Entrevista respondida por e-mail

lucianaBoca de Rua: Quais são as tuas propostas para a população de rua? E no que se refere aos equipamentos de acolhimento, como abrigos, albergues e centros pop?
Vamos fortalecer a FASC, contratando técnicos qualificados para desenvolver uma política humanizada de assistência social na cidade, acabando com a terceirização deste serviço, que impede a criação de vínculos e a continuidade das políticas públicas. Continuar lendo

Boca de Rua entrevista os candidatos: Sebastião Melo (PMDB)

Entrevista realizada por José Luis, Carol e Sofia, no dia 12 de setembro, com a presença de Leo Voigt (apresentado no início pelo Sebastião Melo como uma pessoa que trabalha há muito tempo com a questão social, que coordena essa área).

sebastiaoBoca de Rua: Quais são as tuas propostas para a população de rua? E no que se refere aos equipamentos de acolhimento, como abrigos, albergues e centros pop? O que será feito com as pessoas que serão/estão sendo impedidas de trabalhar devido à lei das carroças e carrinhos? Haverá espaço na tua gestão para o diálogo com os movimentos sociais, em especial com o MNPR (Movimento Nacional da População de Rua)?
Sebastião Melo: Primeiro, acho que as pessoas não querem morar na rua, não querem morar em praça, então ao poder público compete em primeiro lugar, eu vou começar pela questão do diálogo, eu sou, fui um vereador de muito diálogo, fui talvez o presidente da Câmara que mais audiência pública patrocinei pra justamente ouvir a população com todas as demandas da cidade. Continuar lendo

Boca de Rua entrevista os candidatos: Fábio Ostermann (PSL)

Entrevista realizada por José Luis, Carol e Sofia, no dia 12 de setembro de 2016.

fabioBoca de Rua: Quais são as tuas propostas para a população de rua? E no que se refere aos equipamentos de acolhimento, como abrigos, albergues e centros pop?
Fábio Ostermann: Eu pretendo ampliar as parcerias com entidades conveniadas, ampliar a fiscalização dos contratos que já existem pra que a assistência social possa ser prestada de uma maneira mais efetiva, de uma maneira mais qualificada e que atenda não a interesses partidários, a FASC virou um feudo do PP nos últimos anos, existem boas experiências lá dentro e existem más experiências decorrentes da ineficiência de uma estrutura que acabou virando burocratizada, com muito gasto com atividade meio, pouco gasto com atividade fim. A gente precisa melhorar isso. Continuar lendo

Boca de Rua entrevista os candidatos: Marcello Chiodo (PV)

Entrevista realizada no dia 31 de agosto por José Luis, Lucas e Carol.

marcelloBoca de Rua: Nós do jornal do Boca de Rua, feito por moradores de rua, temos então o nosso jornal como único veículo de comunicação de reivindicar algumas questões. E a gente tá vendo muitas mudanças na cidade, sem nada de melhorias e atenção a população de rua. A gente queria saber quais são suas propostas.
Marcello: Eu trabalhei na secretaria do trabalho com o emprego do município de porto alegre como secretário adjunto. E eu trabalhei muito com a cidadania e a dignidade de vocês. Continuar lendo